A Fundação BAI organizou, entre ontem e hoje (21 e 22 de maio), a Conferência de Educação 2025, um evento focado em Educação Especial e Educação Inclusiva, que aconteceu na Academia BAI, em Luanda.
Com uma programação intensa e muito rica, a conferência reuniu vários especialistas que partilharam experiências, desafios e ideias sobre como tornar as escolas mais preparadas para receber e incluir todas as crianças — incluindo as que têm autismo, deficiência intelectual ou outras necessidades especiais.
No dia 21, o destaque foi o Painel sobre Educação Especial, com o tema “Além do acesso – Garantir a permanência e o aprendizado para todos”. Falou-se sobre a importância de não só garantir que as crianças com necessidades especiais entrem na escola, mas que também aprendam e sejam bem acompanhadas durante o percurso escolar. A conferência teve como oradores:
- Janice Neves (INEE), que falou sobre educação socioeducativa;
- Ana Victor (Centro de Neuro Desenvolvimento – Plasticina), que trouxe os desafios e vantagens da educação especial;
- Raquel Ferrão (UNICEF), que alertou para as falhas e os avanços no caminho para uma educação mais justa em Angola e na região.
No dia 22, o foco foi na diversidade nas escolas como espaço de convivência e inclusão. Ou seja, como é que a diferença pode ser uma força dentro da sala de aula. Para esta sessão os participantes foram: - Adão Lumbo, que falou sobre inclusão e relações entre os alunos;
- Floriana Ferreira (INEE), que explicou como a tecnologia pode ajudar na aprendizagem de todos;
- Fernandes Fançony (INEE), que destacou como os professores e gestores devem ser preparados para lidar com a diversidade dos alunos.
Eventos como esse são importantes para pais, porque muitos pais lutam todos os dias para que os filhos sejam vistos, ouvidos e respeitados nas escolas. Eventos como este mostram que o tema da inclusão está, aos poucos, a ganhar espaço em Angola e que há profissionais empenhados em fazer a diferença.
O Vida e Autismo continuará a acompanhar iniciativas como esta, que nos ajudam a sonhar (e construir) uma escola mais justa e acolhedora para todos os nossos filhos.


